Condenação dos anedotas benfiquistas

 

Mais um furo na credibilidade
A justiça tarda, mas por vezes chega mesmo. A decisão que hoje conhecemos é uma derrota para todos os pseudo-justiceiros que, à margem da legalidade, mas sobretudo da decência, procuraram denegrir a imagem do FC Porto e de todos os que o servem, colocando em causa o mérito desportivo da única equipa que, ao longo dos últimos 50 anos, teve capacidade para prestigiar o futebol português através da conquista de títulos internacionais. Entre essas figuras, é impossível não destacar Ricardo Costa, popularmente conhecido como ‘o benfiquista de Canelas’, que vê, uma vez mais, a sua sanha justiceira tornar-se improcedente e inconsequente. Este acórdão do CJ da FPF desfere um golpe certeiro e decisivo na fundamentação jurídica que artificialmente construiu para tornar o seu exercício de funções na Comissão Disciplinar da Liga uma extensão do seu fanatismo clubístico.
Para estar atento
Álvaro Baptista era um dos elementos do CJ da FPF que, perante a ausência do seu presidente e de outro dos seus membros, decidiu prosseguir uma ‘reunião’ onde seriam tomadas decisões muitíssimo relevantes sobre o futebol português, num ato que viria a ser confirmado pelos tribunais como uma aberração administrativa. Foi, mesmo, o ‘pseudo-presidente’ e porta-voz desse órgão que, já de madrugada, anunciou as suas deliberações à comunicação social. Atualmente, integra o Conselho de Disciplina da FPF, como vice-presidente de José Manuel Meirim para o futebol não profissional. Para além disso, é deputado do PSD, e foi um dos autores da proposta que tinha como objetivo o esvaziamento de poderes da Liga (nomeadamente no que toca à elaboração de regulamentos de disciplina e de arbitragem) e a sua transferência para a FPF – um caso flagrante de conflito de interesses. Álvaro Baptista parece ser uma daquelas personagens que, à sombra da ausência de qualquer notoriedade pública, se vão mexendo aqui e ali e influenciando a tomada de medidas que se podem revelar estruturais para o futebol português. É, sem dúvida, uma figura a seguir.
Para felicitar (I)
A justiça desportiva, com alguns anos de atraso em relação à justiça civil, acabou por confirmar aquilo que qualquer adepto de futebol em plena posse das suas faculdades intelectuais já sabia: a equipa do FC Porto que se sagrou campeã europeia em 2003/04 não precisava de ajudas externas e ilegítimas para empatar em casa do último classificado da Liga (sim, porque convém nunca esquecer que o que estava em causa nestes processos era a suposta corrupção da equipa de arbitragem que dirigiu um confronto entre primeiro e último classificados do campeonato que até terminou empatado a zero). Por mais este reconhecimento da valia desportiva da equipa que dirigiu, não há nada mais justo do que felicitar José Mourinho.
Para felicitar (II)
Jesualdo Ferreira teve o mérito de liderar o grupo do FC Porto que, em 2007/08, se tornou o campeão com a maior vantagem sobre o segundo classificado da história da Liga portuguesa: 20 pontos (mais tarde, André Villas-Boas bateria esse recorde por um ponto). Durante quase dez anos, essa supremacia conquistada no campo, na luta contra os adversários e contra quem sempre tentou prejudicar o FC Porto, foi formalmente reduzida a 14 pontos. A decisão do CJ da FPF repõe a verdade desportiva, e por isso felicitamos o ‘mister’ Jesualdo. Não por ter ganho, agora, seis pontos – porque esses disputou-os e venceu-os nos relvados –, mas por, finalmente, lhe ser devolvido aquilo que lhe foi roubado, honrando o mérito de uma das melhores equipas da história do futebol português.

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