Meditação e estratégia

 

Como dizia Riera: “Quem vive do passado vive equivocado”
Pela minha parte logo de inicio constatei que NES não tinha unhas para tocar a guitarra FCP.

Não gostei do futebol dele, não tinha estratégias/tácticas ofensivas, automatismos na equipa eram inexistentes, vivia das iniciativas individuais das suas vedetas, do seu discurso de “padreco”…etc. NES actualmente dado que procedeu à formação defensiva da equipa, o é um treinador para equipas do meio da tabela que se preocupam exclusivamente em defender e marcar um golito num dos fogachos…
Porto Universal
Jorge, quanto ao resto, subscrevo na integra esta parte do teu texto:

Não me interessa tetras, pentas ou hexas. O FC Porto tem de ter a humildade de reconhecer que está doente e que a cura, para ser estruturada, leva o seu tempo. Uma vez mais, insisto, haja brio e vergonha, haja humildade para voltar a fazer o que deve ser feito. Chega de empurrar com a barriga e dizer “pró ano é que é”. Não há Polvo que justifique desistir.
Nota importante
João Pinto nº2 e Fernando Gomes bibota acham que não é preciso fazer uma revolução e que Pinto da Costa ainda vai voltar a ganhar… Mas estes dois fazem parte do número de aduladores que esvoaçam à volta do presidente e portanto preocupam-se em dizer o politicamente correcto…!

FC Porto: Treinador competente

 

Precisa-se!
Neste momento, dado que o Benfica controla os “bastidores” do futebol português, o técnico ideal para o FC Porto tem de ser um misto de José Maria Pedroto (estatégia/táctica) e Béla Gutman (psicologia/mind games).
E dado que os melhores técnicos europeus estão financeiramente fora do alcance dos Dragões, o FC Porto terá que recorrer às segundas linhas, ou então, tentar descobrir uma equipa técnica ambiciosa e muito promissora.
Há dois técnicos portugueses que na minha opinião são muito promissores e que no futuro darão muito nas vistas: Marco Silva e Rui Faria (este logo que se decida a encetar uma carreira a solo).
Resta-nos o mercado: nacional.
Relativamente ao mercado nacional temos: Luís Castro, Pedro Martins, Rui Barros, Pedro Emanuel, Sérgio Conceição… os restantes a trabalhar na primeira liga portuguesa são ainda incógnitas…
E o mercado internacional: Paulo Sousa, Carlos Carvalhal 2ª liga inglesa, etc…

UEFA – Champions League

 

Os Dragões estarão no pote dois do sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões 2017/18, que se realiza a 24 de Agosto, no Mónaco. Finalizados que estão grande parte dos campeonatos europeus, já é possível determinar a distribuição de várias equipas, sendo que o FC Porto não poderá defrontar na primeira fase FC Barcelona, Atlético de Madrid, Paris Saint-Germain, Borussia Dortmund e Manchester City. As duas formações com coeficiente UEFA mais elevado que podem completar o pote dois são o Sevilha, que terá de ultrapassar o ‘play-off’, e o Manchester United, caso vença amanhã a Liga Europa. Veja aqui a distribuição dos dois primeiros potes, já que nos outros ainda há muitas dúvidas: Tottenham, Basileia e Anderlecht estão certos no pote três e Feyenoord e Leipzig no pote quatro.

Mais tendencias da RTP

 
Clandestino (Luís Filipe Vieira)
Uma nova moda nos media portugueses é a câmara de eco que fazem uns dos outros – um jornal dá uma notícia e logo a seguir os outros a replicam. Isso é verdade para quase tudo excepto quando se tratam de notícias negativas para o Salazar Lisboa e Benfica. Ontem, por exemplo, soube-se que Luís Filipe Vieira é arguido desde 2014 de um processo crime em que é suspeito de burla, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, tendo lesado o falido BPN em 23 milhões de euros. Pela relevância da notícia seria normal que tivesse difusão mas, seja por um qualquer critério editorial, seja porque o respeitinho é muito lindo, jornais como Expresso ou Público esqueceram a notícia. Nos desportivos, sempre ávidos de notícias sobre os protagonistas dos clubes, só O Jogo noticiou a matéria. Explicação? É na comunicação social que o polvo encontra o ecossistema perfeito, tendo agora criado a figura do arguido na clandestinidade. Porque este diário tem uma confiança ilimitada na recuperação humana lança o desafio: façam o favor de fazer um poucochinho de jornalismo. Só para não parecer tão mal.

Tendencias da RTP

 

Para lamentar
A RTP ilustrou uma reportagem sobre a operação Jogo Limpo (viciação de resultados) que passou no Telejornal de ontem com imagens de adeptos do FC Porto. Trata-se do habitual desrespeito para com o nosso clube, mas infelizmente não parece haver Conselho de Redacção ou Entidade Reguladora que se preocupe com estas situações que deveriam envergonhar a estação pública.

Faltou um bocadinho assim…

 

Um FC Porto Suissinho
Um “post” do Blogue BiboPorto Carago que subscrevo na íntegra
Do BiboPorto Carago_Ver aqui

O campeonato que fica para a história como a Liga Salazar, ou a Liga do Polvo, ou a Liga das Cartilhas – como quiserem – poderia ter sido o da interrupção do ciclo de vitórias encarnado. Não o foi devido à conjugação de factores externos poderosíssimos: arbitragens a empurrar o rival directo para a vitória; não amostragem de cartões ao Carnide, assumindo alguns jogadores a qualidade de inimputáveis; castigos pontuais e certeiros a jogadores influentes como Danilo e Brahimi; incapacidade de se assinalar um penalti a favor do FC Porto (não por coincidência, quando já não interessava, Artur Soares Dias marca 2 penalties a nosso favor). Mas também, assumamos, devido a factores internos (os chamados tiros no pé que nos últimos anos se vão acumulando): a não utilização de Brahimi no primeiro terço do campeonato; o afastamento de Miguel Layun; o “castigo” imposto a Herrera; a incapacidade em aproveitar as oportunidades para passar para a frente da tabela classificativa (Setúbal e Feirense como casos mais gritantes). Um FC Porto suissinho, a quem faltou um bocadinho assim. Assim se poderia resumir a temporada 2016/2017 para os azuis-e-brancos.
Tudo somado, o resultado não podia andar longe deste. Os números não costumam mentir: o clube rival acaba o campeonato com apenas 3 suspensões – para se ter uma leve noção, os clubes que mais se aproximam do benfique neste capítulo contam 7 suspensões, enquanto que o FC Porto conta o triplo das do benfique (9); Foi preciso esperarmos até ao final da temporada para vermos um árbitro atrever-se a marcar um penalty contra o Polvo; E já agora, a suprema ironia de verificar que a história dos chamados pequenos serem os mais prejudicados cair por terra quando analisamos a estatística acumulada dos campeonatos nacionais: o FC Porto lidera destacado a lista no capítulo dos cartões vermelhos (114), bem acima de um Braga ou de uma Académica, por exemplo; Outro número curioso é verificar também qual a equipa com mais auto-golos a favor: o Polvo, obviamente, com 115 auto-golos a favor (só esta época foram mais 4, contra apenas 1 do FC Porto).
Fica, apesar do acima dito, um sabor amargo na boca, o de um campeonato perdido de forma inglória. Porque mesmo assim era possível, era viável, estava ao alcance. O poder do Polvo é imenso, assustador e abrangente. Abarca várias áreas, desde as arbitragens, às classificações dos árbitros, passando pelo controlo e influência sobre grande parte dos clubes pequenos,através de empréstimos, prémios e assédio a jogadores adversários. Os tentáculos deste polvo das cartilhas chegam também a outros locais: à Liga (presidida desde logo pelo sócio do Polvo de há muitos anos chamado Pedro Proença), aos delegados ao jogo, Conselho de Justiça, Conselho de Arbitragem (com membros da categoria de um João pode ser Ferreira ou Lucílio Baptista) Conselho de Disciplina (cujo líder é José Manuel Meirim) e toda a estrutura da FPF (veja-se a não convocatória de Rui Pedro para os sub-20, por exemplo), etc. Um poder construído de forma consciente e sustentada, no seguimento do projecto/iniciativa criminal que foi o Apito Dourado. E no entando, quando se olha lá para dentro, vemos as fragilidades e a tremideira do benfique actual. Com um abanão mais forte, seria sem dúvida possível fazer desabar este edifício encarnado.
Degustando o suissinho, vemos que ao FC Porto não falta assim tanta coisa. Falta o tal bocadinho assim. Não foi pela defesa que as coisas correram mal. Os golos sofridos surgem mais pela clara opção de não atacar e recuar no terreno, pela incapacidade em reter e circular a bola (o tal descansar com bola, mantendo o controlo do jogo), do que pela ausência de qualidade dos homens lá de trás. Iker fez provavelmente a sua melhor época nos últimos 5 anos, com defesas fantásticas à altura dos seus inigualáveis pergaminhos. Os centrais jogaram praticamente a época toda e mesmo o criticado Boly, quando foi chamado, cumpriu com o seu papel de terceiro central. Felipe e Marcano cresceram muito juntos e pode-se dizer que estiveram à altura do historial de centrais portistas – e dizer isto não é dizer pouco.
Nas laterais parece ter faltado rotação. NES e a Direcção decidiram excluir Miguel Layun do lote dos utilizáveis, o que desencadeou um acréscimo de minutos nas pernas de Maxi e de Telles. O mexicano poderia, inclusivamente, ter sido aproveitado como médio interior ou como extremo, uma espécie de Défour 2.0. Não esquecendo que foi o homem com mais assistências no ano passado (15), a sua facilidade no cruzamento poderia ter sido capitalizada quando chegou TiquinhoSoares, mas as coisas são como são. Assumindo que o mexicano terá guia de marcha no final da temporada, Rafa e Ricardo Pereira (a menos que o FC Porto receba uma proposta irrecusável atendendo à grande época que fez no Nice) poderão fazer com Maxi e Telles (segundo jogador com mais assistências, 8, depois de Gelson) as melhores laterais do campeonato português.
Onde parece ter faltado algo foi ao meio-campo do FC Porto. A nível defensivo, Danilo impôs-se como o melhor trinco a jogar em Portugal e protagonizou o momento mais caricato da temporada futebolística mundial quando foi expulso por estar parado e um árbitro ter chocado, de costas, contra ele. Mas os 4 homens mais à frente desiludiram, por variadas razões, a saber: 
Oliver não se assumiu como o patrão do meio-campo portista. A sua influência é ainda reduzida a pequenos espaços no terreno de jogo e acaba o campeonato com 3 golos e 3 assistências em 29 jogos, números manifestamente pobres (para se ter noção, Layun termina a temporada também com 3 assistências). Ainda não é nem um Moutinho (que tinha a capacidade de guardar a bola e definir os tempos do jogo) nem um Lucho Gonzalez (que defendia posicionalmente como poucos e era garantia de Ngolos e assistências todos os anos). Pode-se argumentar que o futebol de NES não o favorece, mas a sua função era também mudar esse futebol e torná-lo mais de pé para pé, unindo a equipa. Não atingiu os objectivos e esteve longe, muito longe, de justificar a sua contratação.
André André é o tipo de jogador que quando está numa fase de fulgor físico, dá um jeito do caraças, qual carraça ambulante que liga os sectores da equipa e ata as pontas soltas. Mas quando quebra fisicamente, o seu rendimento cai de forma assustadora. Falta-lhe golo, falta-lhe chegada à frente, falta-lhe imaginação no último terço, mas é um jogador útil para determinados jogos.
Herrera foi vítima daquele famoso lance nos minutos finais contra o benfique. Um lance fortuito e do qual não tem culpa nenhuma, a não ser o de ter abordado o momento com mais coração do que razão. Os portistas traçaram-lhe o destino e enviaram-no para o banco de suplentes. Um erro crasso das bancadas e de NES, que não soube avaliar a importância do mexicano: Herrera é muito mais jogador (possante) do que André André e merecia ter tido mais minutos.
E, por fim, Octávio. Dizia Oscar Wilde que “ninguém sobrevive ao facto de ter sido estimado acima do seu valor”. Os portistas depositaram esperanças de Deco em Octávio, que obviamente nunca iriam ser satisfeitas. Deco antes de ser Deco foi uma espécie de aprendiz de Zahovic e ainda fez desesperar muitos corações portistas nas Antas, de tanta finta mal parida e de tanto passe mal feito. Octávio manteve a veia da suprema arte de dar golos a marcar (5 este ano vs 8 no Vitória) e, com trabalho táctico e físico, tem tudo para ser idolatrado na cidade Invicta. Mas precisa de tempo, paciência e estabilidade, coisas que esperemos que o FC Porto tenha em 2017/18.
E finalmente chegamos à frente de ataque, que em Janeiro viu chegar Tiquinho para disfarçar vários problemas, fruto de uma capacidade de furar na zona interior (como fez ao Sporting) e de uma maior presença física na área (dispensa de Aboubakar!) . A chegada do brasileiro teve um enorme impacto na equipa, mas desde logo se notou um ofuscar de André Silva, que foi um fantasma de si mesmo até ao fim do ano. NES, como se diz na gíria, “não fodeu nem saiu de cima”: não o soube enquadrar no novo esquema, nem se decidiu a deixá-lo no banco. Esta não decisão levou a que André Silva passasse jogos e jogos imerso em complicações tácticas e psicológicas. Caiu num poço fundo e nunca mais voltou à superfície. Pensar no jogador que era André Silva naquela Final da Taça de Portugal frente ao Braga e comparar com este jogador é quase um exercício de saudosismo. Neste momento, nem André vai a caminho de se tornar um 9 de referência de área, nem mostrou perceber o que é um 4x4x2. Está a meio caminho de coisa nenhuma e, ainda assim, termina o campeonato como o jogador mais valioso do FC Porto, com influência directa em 201golos (16 golos + 5 assistências) – praticamente os mesmos números de Soares (19 + 1), embora este tenha feito metade da época em Guimarães.
Fica a ideia que este FC Porto, se tivesse recebido outro Tiquinho para a ala, um daqueles motociclistas que pudessem abrir e esticar o jogo para a frente permitindo que a equipa subisse em bloco com ele e ganhasse metros no terreno (Hernâni, por exemplo), poderia ter feito mais mossa. Brahimi (6 golos + 4 assistências) e Corona (3 + 5) são jogadores de fino recorte técnico, mas com mais floreados que músculos. Faltou alguém que assustasse do ponto de vista físico, um Hulk ou um Futre que deixassem a própria equipa respirar e que partissem os rins aos adversários, assumindo sozinhos as despesas do ataque. Jota, mesmo utilizado a espaços, termina com uma estatística apreciável (8+4), o que obriga o Porto pelo menos a equacionar em o assegurar por mais um ano.
Mas o pior de tudo foi mesmo a falta de evolução da equipa ao longo do ano, que termina o campeonato como começou: ausência de princípios de jogo, incapacidade de descansar com bola, aposta contínua no pontapé para a frente a partir das laterais, incapacidade de penetração na zona central, ausência de ideias e de imaginação na construção atacante, incapacidade em preencher a área adversária com jogadores capazes de fazer golos, o recuo após o golo marcado, os mesmos erros cometidos vezes sem conta e sem vestígios de correcção.
O FC Porto empatou 10 vezes este campeonato, quase 1/3 dos jogos disputados (e neste capítulo é apenas superado por 3 equipas). Embora tenha apenas 1 derrota (muito raro uma equipa com uma derrota não se sagrar campeã), a verdade é que a comparação com a primeira época de Lopetegui não é favorável, embora ande lá perto. Se o FC Porto ganhar os 2 jogos em falta terminará com 79 pontos, frente aos 82 de Lopetegui.
E com isto chegamos a NES. Desde logo, ninguém esperava, muito sinceramente, que fizesse melhor do que fez. Seria um milagre e esses só em Fátima. Acontece que o FC Porto precisa de melhor do que NES. Ninguém pensaria que o homem do famoso SOMOS PORTO seria tão frouxo e tão pacífico nas conferências de imprensa. Ainda se pensou, ao intervalo do jogo do Bessa, que o verdadeiro NES estivesse para aparecer, mas foi sol de pouca dura. As poucas críticas que levantou contra as arbitragens de que a sua equipa foi alvo, para além dos insólitos castigos a Brahimi (por proferir palavras em francês) e a Danilo, foram tímidas e envergonhadas. Nunca ousou fazer voz grossa e a prova cabal disso mesmo são os constantes elogios da imprensa lisboeta e dos rivais a NES, por oposição ao ódio que publicamente nutriam por Lopetegui. Os parabéns de NES ao rival no final do jogo frente ao Paços de Ferreira são a gota de água de um percurso de alguém que nunca percebeu o que é preciso para se ser treinador do FC Porto. É o homem do SOMOS PORTO, mas falta-lhe cultura Futebol Clube do Porto.
Sensivelmente a meio da temporada, quando o discurso oficial do FC Porto endureceu, através de Francisco J. Marques e Bernardino Barros no Porto Canal, notou-se que NES já não casava com esta estrutura. Não fazia sentido ter Luís Gonçalves a rosnar e a mostrar os dentes a jornalistas após o 1×1 em casa do rival e olhar para o diplomático e respeitador treinador do FC Porto. Já eram dois mundos com um oceano a separá-los. Não é por acaso, que nas conversas de café entre portistas, foi-se celebrizando a expressão padreco para o treinador portista, de tão pacífico e conciliador que foi ao longo da temporada. É provável que o seu verdadeiro patrão, Jorge Mendes, lhe encontre um bom campeonato para que prossiga a sua carreira. Mas a sua imagem está traçada: representa mais os interesses do seu empresário do que o clube que lhe paga o salário. Pode servir para muitos sítios, mas não serve para o FC Porto nem para o clube que precisamos para os próximos anos: um clube de guerrilha, que levante de novo as bandeiras do Norte e da luta contra o poder central lisboeta e que aponte a destruir o edifício encarnado. Um rumo mais próximo dos ensinamentos de Pedroto e dos anos 90, quando foi necessário defender o FC Porto contra os ataques da capital do império.
Só por isso – e isso é mais que bastante – NES não pode ficar no FC Porto. É verdade que terá a sua quota-parte na união do plantel, nas pazes feitas entre plantel e bancada, numa certa raça colocada durante quase todos os jogos. Sim, isso tudo não pode ser apesar de NES, mas também devido a NES. Mas manifestamente não chega. É verdade que superou as expectativas, pois ninguém imaginava que o FC Porto fosse capaz de discutir este título 2016/2017 quase até à penúltima jornada, diante do Polvo e do Sporting de Jorge Jesus. Mas os 5 empates registados nas últimas 7 decisivas partidas, onde tudo se decidia, acabaram por deixar o tal sentimento de suissinho: era possível, era viável, estava ao nosso alcance, mas faltou o bocadinho assim…!
Para terminar, não deixa de ser coincidência que, no dia em que o Polvo se preparava para festejar o seu treta-campeonato, Portugal se visse entre tolerâncias de ponte, Fátima e de olhos postos no Festival da Canção. Embora com outras vestes e roupagens, voltamos ao velho Portugal dos três F’s da Outra Senhora: Fado, Futebol e Fátima. Em jeito de brincadeira, na música de consagração, Salvador Sobral resumiu o que foi o campeonato 2016/2017: “Isto estava tudo comprado”.
Estava mesmo.
Rodrigo de Almada Martins

Colinho de há 2 anos é brincadeira…

 

“O colinho, há dois anos, é brincadeira de crianças comparado com esta”
Colinho de há dois anos_Ver aqui
Francisco J. Marques, director de comunicação do FC Porto, diz que a época do “colinho” é uma “brincadeira” em comparação com esta

O FC Porto considera que este campeonato é falso e atribui a responsabilidade às arbitragens que, na opinião do director de comunicação do clube, prejudicaram o FC Porto de uma forma deplorável e foram “simpáticas” para o Benfica. “Este é o campeonato mais adulterado de que há memória. É muito difícil encontrar algo parecido. O do colinho, há dois anos, é brincadeira de crianças à beira deste. Houve um prejuízo obsceno de que o FC Porto foi vítima. Os erros tiveram uma interferência decisiva na atribuição do título. O nosso adversário passa o tempo a encher a boca com o Apito Dourado, que deu em nada. Este é um campeonato falso”, acusou Francisco J. Marques, que recordou vários lances em que o FC Porto se sentiu prejudicado.
“Vamos ter a oportunidade de avaliar a bondade que o Conselho de Arbitragem [CA] apregoa quando saírem as classificações dos árbitros. Criaram um campeão falso e as classificações têm de refletir isso. Se assim for temos de isentar o CA”, atirou. O director de comunicação dos portistas acusou ainda o árbitro João Capela de meter baixa “basicamente para não ser despromovido”. “A APAF não diz nada, é conivente com isto e se assim for ele está a tirar o lugar a outro árbitro”, considerou.
PS – O tetra dos lampiões ficou conhecido como : a Liga Salazar, a Liga do Polvo encarnado ou a Liga da Cartilha…!